O problema
Pense na manicure do bairro, no estúdio de tatuagem, na papelaria que vende pelo Instagram. Todos precisam de um lugar para mostrar o que fazem, o horário, o endereço e como falar com eles. Quase nenhum tem.
Não é falta de vontade. As duas saídas que existem são ruins para quem tem uma sala e três funcionários. A agência cobra caro demais. O construtor de site "faça você mesmo" abre uma tela em branco e pede para a pessoa escolher fonte, cor, ordem das seções, textos. É decisão demais para quem não é designer, e a maioria desiste no meio.
O resultado é o negócio existir só dentro da rede social, sem endereço próprio na internet e difícil de achar no Google.
As restrições
As decisões
Montar com blocos prontos, não com tela em branco
Em vez de começar do zero, a pessoa escolhe entre seções já desenhadas: apresentação, serviços, depoimentos, dúvidas frequentes, contato. Troca o estilo de cada uma, escreve as informações do próprio negócio e vê o resultado na hora.
A decisão que mais define o produto é o que não deixamos escolher. Quanto menos decisão de design sobra para quem não é designer, mais páginas chegam ao fim.
Um editor livre, onde tudo pode ser mudado. Descartado: liberdade total é exatamente a tela em branco que faz a pessoa desistir.
O preço aparece enquanto a pessoa monta
Cada escolha mostra na hora quanto ela custa. A pessoa sabe o valor antes de falar com alguém, e o pedido chega de quem já decidiu que cabe no orçamento. Do fim da montagem, um toque leva para o WhatsApp.
Preço só depois de uma conversa. Descartado: para o pequeno negócio, "entre em contato para saber o valor" soa como "é caro", e a conversa nem começa.
O pedido chega pronto, e quem faz o site é gente
Quando a pessoa termina, a PiKiTo recebe um resumo organizado de tudo o que ela escolheu e escreveu: blocos, estilos, textos, fotos. A primeira versão do site parte desse resumo, feita por nós, sem perguntar de novo o que já foi respondido.
Gerar o site automaticamente no fim da montagem. Descartado: o resultado automático sai genérico, e o que o cliente compra é um site que parece dele.
O próprio site é a amostra do que vendemos
Quem vende site é julgado pelo próprio site. Por isso ele funciona em português e inglês, é encontrado pelo Google no idioma certo, pode ser usado por quem navega só com teclado ou leitor de tela, e tem tema claro e escuro. Foi a parte em que concentrei boa parte das minhas entregas.
Deixar esses cuidados para depois e focar só em captar pedido. Descartado: um site de quem vende site que não aparece no Google não capta nada.
O resultado
A PiKiTo está no ar em pikitopages.com, com a montagem de página, o orçamento na hora e um portfólio de sites de clientes reais que já foram entregues.
O produto é de dois sócios. O Guilherme Balduino Lopes é o coautor e escreveu a maior parte do site; eu divido com ele produto e engenharia, e cuidei principalmente de como o site aparece no Google, dos dois idiomas, da acessibilidade e de ajustes na experiência de montagem.
Além do site pronto, acompanhamos a parte que costuma travar depois: domínio, hospedagem e publicação. Os números de pedido e de conversão são do negócio e ficam entre os sócios.
ficha técnica
- stack
- Next.js · TypeScript · Tailwind CSS · Resend · Vercel
- papel
- Sócio e coautor, produto e engenharia